HPE ajuda clientes com transformação digital

A Hewlett Packard Enterprise anunciou avanços significativos na estratégia de plataforma como serviço (aaS) de ponta a nuvem da empresa, por meio de serviços em nuvem da próxima geração e uma experiência de entrega acelerada para o HPE GreenLake. Os novos serviços na nuvem do HPE GreenLake – que abrangem gerenciamento de contêiner, operações de aprendizado de máquina, VMs, armazenamento, computação, proteção de dados e rede – ajudam os clientes a transformarem e modernizarem seus aplicativos e dados – a maioria dos quais reside no local, em instalações de colocation, e cada vez mais na borda.

“Agora, mais do que nunca, dadas as condições atuais do mercado, as organizações têm uma necessidade urgente de conectar e potencializar todos os seus aplicativos e dados, a fim de transformarem seus negócios, apoiarem seus funcionários e atenderem seus clientes”, diz Antonio Neri, presidente e CEO da Hewlett Packard Enterprise. “À medida que entramos na próxima fase do mercado na nuvem, os clientes exigem uma abordagem que lhes permita inovar e modernizar todos os seus aplicativos e cargas de trabalho, incluindo os que estão na borda e no local. Ao oferecer uma experiência na nuvem, consistente em qualquer lugar, por meio dos serviços do HPE GreenLake e software projetado para acelerar a transformação, a HPE se posiciona de maneira exclusiva para ajudar os clientes a aproveitarem todo o poder de suas informações, onde quer que estejam.”

Hoje as companhias estão em uma encruzilhada em seus esforços de transformação digital. Segundo a IDC, apesar do crescimento e da adoção das nuvens públicas, 70% dos aplicativos permanecem fora delas. Devido a vários fatores, incluindo emaranhamento de aplicativos, prioridade alta ou baixa, sigilo dos dados, compliance de segurança e custos imprevisíveis, as empresas têm se esforçado para mover a maioria dos aplicativos que administram seus negócios para as nuvens públicas. Forçadas a manter dois modelos operacionais, elas enfrentam custos adicionais, complexidade e ineficiência, agilidade e inovação limitadas, além da incapacidade de capitalizar informações em qualquer lugar.

A HPE oferece uma abordagem única para resolver esse dilema, com os serviços na nuvem do HPE GreenLake para clientes no ambiente de sua escolha – da borda à nuvem – com um modelo operacional consistente e com visibilidade e governança em todos os aplicativos e dados corporativos.

Os serviços na nuvem HPE GreenLake também oferecem aos clientes um modelo econômico superior. Ao contrário dos fornecedores da nuvem pública, que cobram dos clientes a devolução dos dados no local, a HPE não cobra taxas de saída de dados. O modelo flexível como serviço do HPE GreenLake e as ferramentas robustas de análise de custos e conformidade permitem que os clientes preservem o fluxo de caixa, controlem os gastos e priorizem os investimentos alinhados às prioridades dos negócios.

 

Saiba como a AMR pode ajudar você nessa jornada!

 

Fonte: Decision Report

HPE oferece soluções prontas de infraestrutura de desktop virtual

Ao reconhecer a crescente necessidade de implementar ou dimensionar a infraestrutura remota da força de trabalho para atender às políticas de distanciamento social e quarentena, a Hewlett Packard Enterprise – HPE está lançando uma solução ainda mais poderosa de infraestrutura de desktop virtual – VDI, oferecendo termos de financiamento flexíveis e novas soluções pré-configuradas para aumentar a flexibilidade e acelerar a entrega para os clientes. A gama de soluções VDI, serviços de consultoria e financiamento da HPE permite que os clientes projetem e adaptem rapidamente suas implementações de VDI para atender às necessidades dos usuários, manter sua rede segura e economizar capital.

Disponível agora, a HPE Financial Services está oferecendo novas opções inovadoras de ciclo de vida financeiro e de ativos, incluindo a possibilidade de adiamentos de pagamento de 90 dias em soluções VDI. As soluções HPE VDI também estão disponíveis, com um modelo de consumo de serviço por meio do HPE Greenlake que oferece suporte a clientes que exigem flexibilidade financeira e uma experiência de TI mais simplificada.

As soluções de infraestrutura, que oferecem os principais recursos de gerenciamento remoto, segurança e automação do setor, ajudam as empresas a fornecerem rapidamente espaços de trabalho virtuais para suas equipes

A HPE também oferece novas soluções de VDI pré-configuradas para prestar suporte a clientes pequenos, médios e empresariais. Criadas nos servidores HPE ProLiant ou HPE Synergy, essas soluções podem iniciar com apenas 80 usuários e escalar para mais de dois mil trabalhadores remotos, tendo sido projetadas para ambientes Citrix e VMware.

Outro anúncio foi da solução VDI de alto desempenho para dar suporte a usuários avançados que trabalham remotamente. O HPE Moonshot agora é fornecido com o novo servidor blade HPE ProLiant m750, oferece mais de 70% de vantagem de desempenho e consome 25% menos energia que a geração anterior. Em desktops e aplicativos virtualizados em que densidade e eficiência são fundamentais, o novo servidor blade HPE ProLiant m750 pode suportar cerca de 33% a mais de trabalhadores remotos com 25% menos energia.

“A resposta global urgente à Covid-19 pressionou nossos clientes a implementarem e expandirem rapidamente opções de trabalho remotas e seguras para suas organizações. Tenho orgulho de que nossa equipe esteja oferecendo uma variedade de soluções, serviços e conhecimentos para ajudar nossos clientes a apoiarem seus funcionários e operações durante esse período crítico”, diz Gerald Kleyn, vice-presidente e gerente geral dos sistemas Moonshot, Edge e IoT na HPE. “Nossas soluções de infraestrutura, que oferecem os principais recursos de gerenciamento remoto, segurança e automação do setor, ajudam as empresas a fornecerem rapidamente espaços de trabalho virtuais para sua equipe”.

As novas soluções podem ser facilmente acessadas e gerenciadas, para alimentar uma variedade de aplicativos de uso remoto em mercados como bancos, saúde e educação. Esses aplicativos incluem comércio eletrônico, telemedicina, suporte para trabalhadores remotos em instalações médicas temporárias e e-learning para salas de aula virtual e educação a distância, EAD.

A HPE também oferece uma gama de serviços de consultoria e profissionais para ajudar os clientes a projetarem, implantarem e gerenciarem suas iniciativas de força de trabalho remota, tendo sido recentemente reconhecida como líder no primeiro cenário de mercado mundial de serviços de trabalho digital da IDC. Com centenas de especialistas em locais de trabalho digitais em todo o mundo, entregando mais de 500 projetos por ano, a HPE possui profunda experiência em ajudar as organizações a estabelecerem conectividade segura e confiável para trabalhadores remotos, implementando rapidamente opções de locais de trabalho remotos com parceiros como Microsoft e Citrix.

 

Fonte: inforchannel

9 vídeos inspiradores sobre transformação digital

Essas apresentações e palestras têm uma mensagem para todas as empresas, grandes e pequenas: entre no trem digital agora ou permaneça na estação para sempre.

1. “Digital Disruption. Digital Transformation,” Karl-Heinz Streibich, Innovation World 2015

 

2. “Flipping the Switch,” Frank Gens, Digital Transformation Conference 2016

 

3. “The Digital Transformation of Industries,” various speakers, Davos 2016

 

4. “The Digital Transformation Playbook,” David Rogers, Brite ’16 Conference

 

5. “Why Most Digital Business Transformations Will Fail,” Martin Gill, TNW Conference Europe 2015

 

6. “Forget Disruption, It’s Time for Transformation,” Dado Van Peteghem, Digital First 2015

 

7. “The 6 Key Challenges of Digital Transformation,” Emmanuel Vivier, Adobe Summit EMEA 2015

8. “Leading Digital Transformation Now—No Matter What Business You’re In,” Dr. Didier Bonnet, Oracle OpenWorld 2014


9. “The Digital Transformation of Enterprises,” Jessica Federer, FICOD15

 

Receitas acessórias em rodovias. Sim, há novas alternativas!

Mais do que viável, essa renda pode vir de soluções capazes de beneficiar e muito osusuários, além de contribuir para a modernização da malha viária. 

Está dada a largada. No início de fevereiro, o governador João Doria anunciou o novo pacote de concessões rodoviárias em São Paulo. Ele envolve 12 estradas, abrangendo 1,2 mil quilômetros, 11 delas operadas hoje pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem). Segundo divulgado pela imprensa, o edital final deve sair em 15 de março, com entrega das propostas em 15 de abril. Vencerá o grupo que oferecer o maior valor de outorga.

O cálculo desse valor é algo extremamente complexo. Se não por todas as variáveis intrínsecas ao projeto em si, é preciso lidar com o imponderável, afinal trata-se de contrato de longo prazo, normalmente entre 25 e 30 anos. Se atualmente não conseguimos imaginar o que acontecerá no País nos próximos seis meses, o que dizer de como estaremos em 2040?

Além desse pagamento antecipado, que difere do modelo de vencedor pela menor tarifa, a empresa terá de lidar com pesados custos fixos, inerentes a qualquer projeto de infraestrutura. Para fazer frente a esses custos, cresce nas concessionárias a figura do diretor ou gerente de receitas acessórias.

Exatamente como nome diz, o objetivo desse profissional, ou mesmo de um departamento inteiro, é encontrar fontes alternativas de receita afora o pedágio. E por que essas fontes são cada vez mais importantes? Principalmente em função da instabilidade econômica, capaz de tirar os usuários das estradas, com impacto direto na arrecadação do pedágio.

Cientes dessa demanda, estamos buscando formas de monetizar a solução de comunicação por rede sem fio, em rodovia, desenvolvida pela AMR. Batizada de vROAD, ela difere de tudo o que está no mercado, com estruturas superando seus concorrentes em leveza, durabilidade, versatilidade e facilidades de instalação e manutenção.

O modelo tradicional é formado, via de regra, por repetidoras Wi-Fi com poste de concreto ou metal de altura entre oito e dez metros, com conjuntos pesando mais de uma tonelada. Essa estrutura é fixada no solo, sustentando o equipamento que vai transmitir o sinal Wi-Fi, instalado no extremo superior do poste, e as baterias (alimentadas por painéis solares instalados em estruturas metálicas suportadas pelo poste). Pesando de 100 a 200 quilos, dependendo do consumo de energia dos dispositivos instalados, o conjunto de baterias deve ser dimensionado para suportar o sistema na ausência do Sol por até seis dias.

A instalação e a manutenção dessa estrutura exigem a presença de um caminhão munck, aquele com cesto aéreo, cujo aluguel sai por volta de R$ 2 mil por dia. Isso sem contar que a própria presença do munck requer o isolamento de parte da pista. A ARTESP (Agência Reguladora dos Serviços Delegados de Transporte de São Paulo) exige que o fechamento de pistas seja comunicado com três ou quatro horas de antecedência, e que a sinalização, feita por empresa terceirizada, seja iniciada a cerca de 200 m do local da obra, demarcando a pista que será interditada com cones, placas de sinalização e fiscais. Resumindo, dor de cabeça para a rodovia, para os usuários, pressão nos custos da concessionária e aumento de riscos de acidentes.

Desenvolvida para substituir esse modelo, a estrutura vertical autônoma patenteada pela AMR é feita em PRFV (polímero reforçado com fibra de vidro) e pesa 80 quilos, ou seja, até 20 vezes mais leve que a solução tradicional. No topo estão dois access points, com dois quilos cada um. O painel solar é colado no próprio poste, com secção hexagonal. Um duto no interior da estrutura acomoda os cabos que levarão a energia captada às baterias, enterradas abaixo do poste dentro de uma caixa metálica ou de concreto, envolta em fibra de vidro.

A leveza da vROAD permite que o poste seja reclinável. Em sua base há um pescoço de metal com uma dobradiça, possibilitando que a coluna de fibra de vidro seja reclinada. Duas pessoas bastam para deixá-la paralela à rodovia para a manutenção de qualquer de seus dispositivos, reduzindo drasticamente a interferência no fluxo da rodovia e nos custos.

E a receita acessória?

No topo da vROAD fica um radome, uma estrutura circular, que lembra a cúpula de um abajur, projetada para proteção dos usuários das rodovias em caso de acidente, distribuindo o impacto dos equipamentos instalados. Esse espaço pode ser usado para a divulgação de marcas. Porém, mais do que a publicidade estática, estamos estudando, ao lado de agências de publicidade, formas de explorar o acesso à rede Wi-Fi. Uma instituição financeira, por exemplo, poderia se interessar em financiar parte da instalação da rede Wi-Fi na rodovia. Em troca conseguiria, por meio de um access ID, levar a sua mensagem aos usuários da estrada no momento em que eles se conectassem à rede e mesmo à população lindeira, também beneficiada pelos pontos de Wi-Fi.

A instalação de redes Wi-Fi é pré-requisito para as novas concessões desde 2018, inclusive em substituição aos telefones de emergência (call box). O objetivo da ARTESP é fazer com que o usuário não precise sair do carro para entrar em contato com o centro de controle operacional para comunicar um acidente, um problema mecânico ou solicitar alguma informação.

Algumas concessionárias, mesmo com contratos ainda válidos por muitos anos, estão se antecipando, enxergando as soluções Wi-Fi como uma forma de acabar com o problema de vandalismo do qual os call boxes são vítimas, além da possibilidade de modernizar a estrutura e oferecer maior comodidade e segurança ao usuário.

E o nosso papel é viabilizar essas alternativas, contribuindo para a modernização das vias que cortam o Estado.

 

Por que apostar no modelo pay as you go

A velocidade está no centro da transformação digital: a rapidez com a qual as mudanças estão ocorrendo e a disrupção provocada por elas vêm obrigando as empresas a se tornarem mais ágeis para se manterem competitivas. Tais demandas não estão apenas elevando os padrões. Elas estão alterando o contexto em que atuam executivos e profissionais de TI.

Para acompanhar a transformação digital, é fundamental que as organizações tenham um claro posicionamento sobre a sua carga de trabalho. Uma infraestrutura de TI mensurável, com capacidade de medição e transparência nos custos facilitará a tomada de decisões. Ao mesmo tempo, é preciso garantir a segurança dos dados e de todo o processo.

Dados da pesquisa do IDC FutureScape: Previsões mundiais de data center para 2018revelam que as empresas estão procurando modelos de consumo de TI flexíveis, transparentes e com preços competitivos. A análise mostra que até 2020, a procura por soluções baseadas em consumo nos data centers terão ultrapassado os modelos tradicionais, representando até 40% dos gastos com infraestrutura de TI. 94% das companhias pesquisadas dizem que é importante que um provedor de infraestrutura de TI tradicional tenha um modelo de pay-per-use e 56% das empresas afirmaram que descartariam um fornecedor que não tivesse opções flexíveis de consumo. Ao mesmo tempo, fornecedores tradicionais continuam a ser encarados como parceiros confiáveis. 53% das empresas já retornaram ou estão pensando em transferir suas cargas de trabalho de volta aos provedores de infraestrutura consagrados, mas querem continuar usufruindo os benefícios da experiência na nuvem.

Nuvem pública, TI local

O grande desafio é justamente unir essas duas pontas. Os negócios exigem flexibilidade e redução de custos, apontados como as principais razões para o uso de soluções em nuvem, enquanto a TI precisa de controle e segurança, o que remete à infraestrutura na própria empresa.

O modelo pay as you go é a resposta, oferecendo resultados de TI com hardware, software e experiência no local e pagamento conforme o uso. O fornecedor implementa e opera as soluções para o cliente, liberando os recursos de TI para tarefas de maior valor agregado.

O benefício mais evidente é a economia proporcionada pela flexibilidade do pagamento conforme o uso. Mas não é só isso. Implementando a infraestrutura como serviço, a empresa garante a utilização de soluções que evoluem à frente de suas necessidades, mantendo o controle local, dentro de um ambiente de TI simplificada.

Isso se traduz em maior agilidade nos negócios, com entregas mais rápidas ao mercado e menor risco para os negócios, para TI e também para compras. Significa também eficiência operacional e estabilidade. Enfim, o melhor dos dois mundos.

Sua infraestrutura de TI está realmente preparada para o DevOps?

Lá pelos idos de 2007, surgiu um movimento entre desenvolvedores e profissionais de TI no sentido de eliminar as barreiras entre as duas áreas. Eles enxergaram na integração um caminho para se tornarem mais eficientes e rápidos, ampliando a capacidade de gerar valor aos negócios e aos clientes.

O fruto dessa convergência de propósitos é a metodologia DevOps (Development + Operations), conjunto de práticas que une desenvolvedores e profissionais de TI para que possam criar, testar, corrigir, liberar e atualizar softwares com rapidez e segurança.

Trata-se de uma nova cultura dentro das empresas, que requer postura colaborativa e comunicação permanente, calcada no monitoramento e feedback contínuo do desempenho dos softwares. Esse acompanhamento depende de ferramentas automatizadas, que encontram na composable infrastructure o ambiente ideal.

Por que composable infrastructure?

Uma infraestrutura composta é aquela cujos recursos físicos de processamento, armazenamento e network são tratados como serviços. Em uma composable infrastructure, os recursos são agrupados logicamente para que a equipe de TI não precise configurar fisicamente o hardware para suportar um software específico. A composable infrastructure oferece o melhor desempenho possível dos aplicativos, reduz a subutilização e o provisionamento em excesso e cria um data center mais ágil e econômico.

Em poucas palavras, estamos falando de uma infraestrutura baseada em código, com inteligência definida por software, na qual processos até então manuais são automatizados e customizados.

Para usar um exemplo bem simples, vamos imaginar que você tenha em seu data center uma estrutura de servidor com 12 lâminas, nas quais 10 rodam em um ambiente de virtualização e duas na função de backup, jogando os dados em uma fita ou um storage. À noite, quando a maior parte dos funcionários está em casa, o ambiente de virtualização fica ocioso, enquanto os servidores de backup podem sofrer uma sobrecarga. Com a composable infrastructure é possível programar, por meio de linhas de comando, que, a partir de um determinado horário, duas máquinas do aglomerado de virtualização passem a também fazer backup, aumentando o desempenho total do conjunto, atendendo à janela de backup fora do horário comercial. Às 6h da manhã, finalizada a cópia de segurança, as duas lâminas voltam automaticamente para a virtualização. Isso significa otimização do investimento em TI e maior poder computacional em uma estrutura mais enxuta e compacta.

No caso do desenvolvimento de softwares, a composable infrastructure oferece um conjunto fluido de recursos que podem ser combinados dinamicamente para atender demandas específicas de qualquer aplicativo, criando o cenário ideal para a aplicação do DevOps.

A adoção de metodologias ágeis está nos seus planos? Vamos conversar.

Certigov: a hora é agora!

Para você, pedir a um amigo que trabalha no serviço público para ajudá-lo a tirar um documento mais rápido do que o normal é um favor, entra no rol do jeitinho brasileiro ou trata-se de corrupção? Hoje, as chances de você ter ficado com a terceira opção são altas. Certamente muito mais altas do que há 17 anos, quando Alberto Carlos Almeida incluiu tal pergunta na Pesquisa Social Brasileira. Realizada no âmbito da Universidade Federal Fluminense em 2002, o levantamento gerou o livro A Cabeça do Brasileiro. Na obra, lançada em 2007, o autor disseca a pesquisa, revelando o que pensávamos sobre vários temas, entre eles o malfadado jeitinho brasileiro.

Na época, 43% dos 2.363 entrevistados classificaram o pedido como jeitinho, 26% como um simples favor e 31% como um ato de corrupção. Mas Alberto já pressentia a mudança na mentalidade das novas gerações que motivaria, na década seguinte, a aprovação da Lei Anticorrupção e o início da Operação Lava Jato. No recorte por faixa etária, a pesquisa de 2002 mostrou que 44% das pessoas entre 18 a 24 anos consideravam corrupção o ato de se favorecer de uma amizade para acelerar a obtenção de um documento, enquanto no estrato acima dos 60 anos, o percentual que julgava o ato como corrupção despencava para 23%.

Não por acaso, nesse mesmo intervalo de tempo começou a disseminar-se no meio corporativo um conceito que no cenário atual é imprescindível. Estou falando de compliance, termo em inglês que contempla mecanismos de controle e padrões éticos a serem adotados pelas empresas.

É curioso observar que essa ferramenta está entre nós há mais de 20 anos. No jornal O Estado de S.Paulo o termo aparece pela primeira vez com tal conotação em um anúncio da Fipe veiculado em 1996, divulgando o curso de compliance e risk management em instituições financeiras. Foram elas, sobretudo os fundos de investimento, motivados pela necessidade de se defender de ações fraudulentas, que alavancaram as estratégias de compliance. O termo entra definitivamente na pauta do jornal em março de 2000, numa matéria de página inteira discutindo as fraudes nos fundos de investimento e mecanismos para evitá-las. Ainda assim, a palavra aparecia esporadicamente no periódico. As referências à ferramenta de gestão se popularizam efetivamente a partir de 2013, com a aprovação da Lei 12.846, a Lei Anticorrupção. Em matéria publicada em julho de 2018, o Estadão assinalou o crescimento na procura das empresas por treinamentos e programas de compliance com o objetivo de se blindar de punições e dificultar esquemas de corrupção.

Não basta ser, é preciso parecer

A mudança de mentalidade das equipes por meio da reciclagem de conhecimento tem se mostrado uma ferramenta eficaz. Mas algumas empresas têm ido além, pois sabemos que não basta ser ético, é preciso mostrar-se ético, explicitando de forma clara e objetiva a adoção de boas práticas de compliance. E no mundo dos negócios, nada melhor do que a chancela de um organismo idôneo para mostrar que se está no caminho certo.

Assim nasceu o selo Certigov. Desenvolvido pela consultoria independente Paseli a partir das demandas da HPE, a certificação fomenta a ética e a transparência nas empresas que participam de licitações para o governo. Baseada em leis e padrões anticorrupção nacionais e internacionais, incluindo a Lei 12.846 e a ISO 37001/2016, o Certigov traz maior segurança jurídica à HPE e seus parceiros, aumentando a eficiência das vendas ao setor público ao instituir práticas preventivas de compliance.

Não se trata apenas de um carimbo de boa conduta. O diferencial está na metodologia adotada pela Paseli. Destinada aos representantes HPE, ela envolve, além da auditoria, a revisão de todos os procedimentos de venda ao setor público, assim como entrevistas individuais, apresentação de diagnóstico, treinamento e recomendações para que o distribuidor tenha a chance de continuar evoluindo nessa área.

Como integrante da primeira leva de canais certificados, devo dizer que mesmo tendo a ética como um dos pilares de nossa atuação, o processo de certificação nos ajudou a espalhar a cultura anticorrupção por toda a empresa, fazendo com que extrapolasse os limites do departamento que trata das relações com o governo.

E estamos aqui diante do velho e bom ganha-ganha. O maior benefício do Certigov é a transparência em todo o processo, do qual tiram proveito os três agentes envolvidos: a empresa pública, a revenda e a HPE.

Temos de engrossar o caldo dos que rechaçam as antigas práticas. E o momento não poderia ser mais propício. Entre nesse jogo com a gente.